Sábado, Junho 25, 2005
Terça-feira, Junho 21, 2005
festival Procini
Hoje foi realizado o festival Procini, na Cinemateca de Curitiba!
Infelizmente, houve problemas técnicos e dois curtas não foram exibidos. Apesar do transtorno que isso causou às equipes (talvez até traumas psicológicos, pela forma como alguns integrantes reagiram...), o julgamento dos filmes foi adiado para sexta-feira, no Relax.
Com isso ninguém deve sair prejudicado, exceto a turma pelo vexame que foi causado na ocasião, diante de grandes nomes do cinema paranaense (Emerson Schmidlin, Claudia Guimarães, Fernando Severo, Flávia Rocha e outros).
Sexta-feira, Junho 10, 2005
edição - episódio CXXVIII
Procuraremos alguma solução durante outro horário de edição, no dia 14.
Se não conseguirmos, não haverá outro jeito senão exibir o filme assim mesmo, já que na próxima semana haverá o festival dos curtas.

Segunda-feira, Maio 30, 2005
festival para a estréia de auto-retrato
A exibição de Auto-retrato (e demais curta-metragens produzidos pelos acadêmicos do 6o. período de jornalismo da PUCPR) será na Cinemateca, dia 21 de junho, às 21h. A organização do evento informou que será um festival, com júri para eleger o melhor filme, melhor direção e melhor roteiro, entre outras categorias.
Devido ao pouco espaço da sala da Cinemateca (aproximadamente 120 lugares), serão exibidas duas seções.
Mais informações em breve!
Segunda-feira, Maio 23, 2005
edição - episódio XXVI
A edição do curta ainda não chegou ao fim, apesar de já terem sido dois dias (ou três? já perdemos a conta!) editando o material. No dia 10 de junho haverá mais um capítulo da série, em que serão inseridos o áudio da película e a trilha sonora. Se nada der errado, será concluída a edição. Por precaução, a equipe irá agendar mais um horário.
Terça-feira, Maio 17, 2005
primeiro dia de edição
Hoje a equipe editou uma parte do material gravado. Monica Cubis, a editora, providenciou que o operador de edição fosse o Luciano, que foi o cinegrafista nas cenas externas. Isso facilitou o processo, pois ele já tinha conhecimento de como estava o material bruto.
Porém, não foi possível editar o material gravado em película, pois o filme ainda não havia chegado no laboratório de comunicação, onde é feita a edição.
A edição será continuada na sexta-feira, quando serão inseridos os efeitos e a trilha sonora do filme.
Sexta-feira, Maio 06, 2005
making of
Nesta sexta-feira a equipe gravou a cena do escritório (estúdio) e da morte de Edgar. Pela manhã, foi criado o cenário do escritório do personagem e, à tarde, filmada a cena.
Por fim, à noite, no pátio do laboratório de Comunicação Social da PUCPR, foi filmada a morte do personagem, que exigiu muita groselha da equipe de produção.
Pierino filma a chegada do antagonista ao local do crime (na PUCPR!).
Fim das gravações! Da esquerda para a direita: Jaelson (antagonista), Tatiana Canziani (diretora), Laércio Luchtemberg (protagonista), Claudia Moreira (assistente de produção), Fernanda Cristina (continuista), Monica Cubis (edição), Gisele Peratz (diretora de arte) e Pierino Gotti (câmera).
Terça-feira, Abril 26, 2005
"making of" - externas
No início, não houve muitas dificuldades, pois a cena da saída de Edgar do apartamento era simples. Foi encontrada outra solução para a cena do espelho, para o qual o personagem olharia e teria um "flash back". Foi utilizado o reflexo de um vidro na porta do elevador.
Já as cenas no hall do Tijucas foram um pouco mais complicada. Havia muitas pessoas passando por lá, várias paravam para ficar olhando, outras acenavam para a câmera... Normal, afinal, uma câmera sempre chama a atenção.
Na cena da banca de jornais houve o mesmo problema, além da falta de espaço.
No fim das contas tudo acabou bem, pois foram feitas todas as cenas externas na mesma tarde, e não será necessário gravar amanhã, como estava agendado.
O próximo dia de gravação está marcado para a noite do dia 6, em que serão feitas a cena de estúdio e a do assassinato de Edgar.

Luciano, nosso câmera, e Laércio Luchtemberg, nosso protagonista, fazendo imagens em close.
Sexta-feira, Abril 22, 2005
Terça-feira, Abril 19, 2005
últimos ajustes
Além disso, à noite foi realizada uma reunião em sala de aula, com a orientadora do curta-metragem, para conferir algumas pendências.
Sexta-feira à noite será realizado o ensaio geral, no estúdio da PUCPR e, na terça-feira, começam as filmagens.
Quarta-feira, Abril 13, 2005
encontro com ator
Nesta terça-feira, 12 de abril, toda a equipe conheceu pessoalmente o ator que interpretará o personagem principal. O encontro com Laércio Antônio Luchtemberg ocorreu no campus da PUCPR. Em seguida, ele foi conhecer as dependências do Laboratório de Comunicação, onde serão filmadas as cenas de estúdio.
Para semana que vem está programado o primeiro ensaio geral.
Segunda-feira, Abril 11, 2005
dias de filmagem
Nos dias 26 e 27 de abril, à tarde, serão feitas as cenas externas.
As cenas em estúdio serão filmadas na semana seguinte, no dia 6 de maio.
Domingo, Abril 10, 2005
Composição da trilha sonora...
Fui do outro lado do mundo, para conseguir algumas músicas que fossem compatíveis com o nosso curta... Depois de levantar super cedo e esperar o amigo Thiago, meu marido e meu cunhado prepararem os instrumentos musicais... algumas trilhas foram compostas naquele momento... A cada nova eu ficava muito feliz e começava a viajar com as trilhas "incorporadas" no nosso filme... Certo que para ficarem boas, gravamos várias vezes... e mesmo assim a trilha de suspense ficou com um pouco de chiado... como todo amador!!! Voltaremos daqui alguns dias para regravá-la...
Terça-feira, Abril 05, 2005
em busca do ator
Definido o roteiro, a equipe partiu em busca do ator principal. Achar um ator que se enquadrasse no perfil do personagem Edgar não foi tão simples, pois a faixa etária foi definida entre 35 e 40 anos. Nas escolas de atores, onde a equipe procurava, foram encontrados apenas atores muito jovens.
A prof. e orientadora Celina Alvetti passou o contato do Teatro Marina Machado, e a equipe teve sorte. Logo na primeira ligação Laércio atendeu ao telefone e disse que se enquadrava nas características básicas de Edgar, pois tinha 39 anos.
A primeira barreira já havia sido rompida. A equipe precisava conhecê-lo, o que aconteceu quando Francielle, diretora de produção, e Rubhia Morais, foram ao Teatro onde o ator ministra aulas. A primeira impressão foi muito boa. Laércio recebeu o roteiro dramático e, após a leitura, disse que faria de tudo para ser o Edgar.
Quarta-feira, Março 23, 2005
storyboard eletrônico
Embora não tenha sido possível filmar todas as cenas necessárias, por falta de alguns elementos de cenário, foi uma atividade bastante útil para toda equipe. Foi possível perceber que eram necessárias algumas modificações, inclusive no próprio roteiro, a fim de obter melhores resultados.
Uma das mudanças é que o antagonista precisará ter alguma marca que o identifique, pois isso facilitará a compreensão da história.

Screenshot do storyboard eletrônico.Segunda-feira, Março 21, 2005
sinopse do curta-metragem: Auto-retrato
Auto-retrato conta a história de um renomado fotojornalista que ganhou vários prêmios ao longo de sua carreira. Um certo dia, lendo um livro sobre a vida de um jornalista famoso, recebe uma ligação da redação do jornal para fazer um trabalho no fim daquela mesma tarde. Mal sabia ele que aquele seria o último dia de sua vida, assim como contava a história do livro que estava lendo. O motivo da sua morte: VINGANÇA.
Sábado, Março 19, 2005
roteiro dramático
AUTO RETRATO
CENA 1 – ESCRITÓRIO DE EDGAR
23 de novembro de 1998. Curitiba. 17h20.
Edgar Ceschin desliga o telefone. Ele olha para o relógio na parede: são 17h22. Edgar volta e pára ao lado da escrivaninha. Pega sua máquina fotográfica, dá uma tragada no toco do cigarro e devolve-o ao cinzeiro apagando-o. Pega sua jaqueta, que está no encosto da cadeira e veste-a. Olha para o livro, aberto na última página, sobre a escrivaninha. Edgar lê, em voz alta, a última frase que resta para terminá-lo: Thompson não casou, não teve filhos... Sua trajetória foi construída sobre o alicerce do trabalho. Investigações, denúncias, processos e ameaças. Apenas uma única certeza o acompanhara por toda a vida: a de que cada dia vivido poderia ser o último de sua existência. O fotógrafo recoloca o livro sobre a escrivaninha. Olha para a agenda ao lado do telefone e passa um endereço da agenda para outro pedaço de papel. Na agenda um compromisso esta circulado no horário das 18 horas. Ele termina de anotar o endereço e guarda o papel no bolso de sua jaqueta, dirige-se para a porta e sai.
CENA 2 – HALL DO ELEVADOR
Edgar aperta o botão do elevador. Aguarda impaciente. Coça a cabeça e dá uma olhada para a máquina fotográfica. O elevador chega e ele entra. Esta sozinho. As portas se fecham.
CENA 3 – HALL DE ENTRADA DO PRÉDIO
As portas do elevador se abrem e ele desce. No hall de entrado do prédio há um espelho, ele se olha e um flash o faz lembrar de quando estava na banca de revistas de manhã lendo a manchete do jornal. O relógio na parede marca 17h27. Edgar sai para a rua.
CENA 4 – RUA
Edgar caminha na rua entre as pessoas até que se perca entre a multidão.
CENA 5 – BECO DO ASSASSINATO
Edgar chega ao local, esta anoitecendo. Há um carro parado do outro lado da rua. Edgar pega o papel no bolso da jaqueta, confere o numero do beco. Ouve a porta do carro se fechar e se vira para ver. Ao lado do carro, vê-se os pés de Neguinho. Ouve-se um tiro.
CENA 6 - BECO
Edgar está estendido no chão, com um tiro no peito. Apenas uma luz o ilumina. A máquina fotográfica está caída ao seu lado. Ouve-se passos. Os pés de Neguinho param ao lado da máquina. Ele pega a máquina e pode-se ver a tatuagem em suas mãos. Neguinho tira várias fotos de Edgar estendido no chão. A câmera se comporta como se fosse a máquina fotográfica. Ouvem-se os barulhos dos clicks. O assassino retira o filme e recoloca a máquina no chão. A câmera acompanha seus pés, até q se percam na escuridão. Close no morto estendido no chão. Como se o tempo acelerasse cai a noite e vem a manhã.
CENA 7 – CALÇADÃO, BANCA DE REVISTAS
23 de novembro de 1998. Curitiba. 9h47.
Panorâmica da cidade e das pessoas que caminham no calçadão. Na banca de revistas, Edgar lê a manchete do jornal: ASSALTANTE CONSEGUE LIBERDADE APÓS 10 ANOS DE CADEIA. Neguinho foi denunciado pelo fotografo mais conhecido da cidade. Close no rosto de Edgar que parece preocupado. A tela escurece.
CENA 8 – ESCRITÓRIO DE EDGAR
23 de novembro de 1998. Curitiba. 17h11.
No interior do apartamento do fotógrafo podem ser vistos troféus e certificados de sua brilhante carreira. Livros na estante e sobre a escrivaninha. Há ainda recortes de jornais de seus trabalhos publicados e homenagens prestadas a ele. Na escrivaninha, um cigarro aceso no cinzeiro, sua máquina fotográfica, filmes, negativos e material de fotografia. O fotógrafo lê a contra capa de um dos livros: Mark Thompson é um renomado investigador do FBI. Após 30 anos de uma brilhante carreira de investigações e denúncias ele se vê envolvido em um terrível caso de perseguição e vingança. Paul Campbell fora condenado e essa foi a primeira denúncia de Thompson a ter grande repercussão na mídia. Paul está livre e agora o obsessivo criminoso busca se vingar do responsável por seus 30 anos de reclusão. O telefone toca duas vezes. Edgar levanta da cadeira e atende o telefone.
- Alô!
Aguarda um momento com o telefone no ouvido. Concorda:
- Uhum.
Ao lado do telefone sua agenda está aberta no dia, com um compromisso marcado as 9h. Agora, ao lado do telefone também está o jornal visto na banca ainda de manhã. Edgar circula o horário das 18h na agenda e começa a anotar o endereço do lugar e demais informações. Desliga o telefone. A tela escurece.
Uma voz finaliza: Estamos confiantes, porém nunca sabemos o que está por vir. Será que seremos livres e estaremos como um pássaro a voar? Ou será que a morte nos aguarda naquela incerteza e escuridão?

